segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

poema de margem

Hoje, depois de ler um trechito de "Terra Sonâmbula", do Mia Couto, surgiram alguns versos esparsos. Quem sabe uma promessa de poema; ou o poema assim com poucos versos.



O trechito:

"Só recordo esta inundação enquanto durmo. Como as tantas outras lembranças que só me chegam em sonho. Parece eu e o meu passado dormimos em tempos alternados, um apeado enquanto o outro segue viagem."




Mia Couto, Terra Sonâmbula





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Meus versos:


No rio


A morte não dormida
acorda os vivos

(ausência)

É uma estrada não percorrida
Que anuncia o desespero

Ele diz:
- pede clemência

São mulheres, homens e crianças travestidos de gente
no leito do esquecimento

(história finda)






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3 bocejos:

Jose Carlos disse...

Olá moça..

Bem, respondendo teu comentário: eu não sou muito de botecos, mas a vida paulistana tem me atraído um pouco mais do que o normal pra eles :)

gabriela r martins disse...

de crepúsculo
em crepúsculo

o verso

solta.se

e convida.nos
a dançar

o vento


.
um bejo

Oliver Pickwick disse...

Poucos versos, porém repletos cotidianos onde só a sensibilidade acurada e a inspiração rara, são capazes de torná-las poesia.
Keep the beat!
Beijos, querida amiga!