quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Democratização do ego

Um daqueles dias de inverno: o frio interno e a banheira. Deixo apenas um poema antigo, inacabado, não-corrigido, mas que de alguma forma, precisa aparecer no meu universo virtual. Universo este, cada vez mais exposto. Presente e identificando cada pedaço da minha persona, ou personas. Já que são várias...todas aí (ou aqui) tolas, se mostrando verdadeiras como partes de mim. Nossa...ego na internet...maravilhas do mundo moderno...democratizar a informação inútil da terapia pessoal...Maravilha!



***



Canto passado

A camisa desabotoava sozinha,
o pé direito insistindo em se contorcer.
Na falta da cama, o batente
segurava o corpo.
Teu sussurro repetia o verbete ‘você’
O ventre doía
Tuas mãos trêmulas
abafavam o som da cômoda
que rangia.
Os suspiros calados,
os murmúrios torpes
ao alcance de todos
Mantinham-se únicos,
privados.
Éramos tão tolos!
O beijo tímido,
a vestimenta recomposta.
Abria-se a porta e
O grito da mãe avisava o fim do amor:
A mesa estava finalmente posta.







1 bocejos:

NeTtO disse...

belo...tenho certeza q se o tivesse lido com a mente poluida veria uma cena obscena, mas msm assim minha mente está poluida, pq eu pensei...rsrsrs
mas eh incrivel como sao as poesias, vc pode escrever vendo o q vc ve...mas eu leio imaginando o q eu poderia ver...
entao pra mim vc eh uma base um subsidio pra minha imaginaçao...
eh um dos lados bons de ser poeta...
bjo...
:D