segunda-feira, 19 de março de 2007

Começo com algo meu...

Ai cruzes. Essa é uma experiência completamente nova e arriscada. Jamais pensei que entraria na onda virtual e seria capaz de expor algo à crítica...ainda que advinda de terras, espaços e relógios anônimos.

Fiquei meses...quase ano sem escrever. Não gostei muito da recentemente escrita tentativa-de-poema, mas, como exercício terapêutico (sério...é um produto da terapia, análise ou whatever it's called)... aí vai:





Lamento da mulher árabe



Acompanho a cadência do teu lábio

que beija o meu.

Rubro fica o rosto,

descobristes o meu véu.



Achastes meus olhos fundos,

doídos dentro da herança

-ah, rompestes meus rumos

e negastes minha infância.



Descobristes o véu

e descobristes o quê?

Resta eu mulher?

Gusta e consomes o que vê.



Nos teus lábios a cadência

renega minha origem,

todo meu jeito coberto

envelhecido na fuligem do meu maternal deserto.



Achastes a odalisca

presa pelo ifrit na miragem?

Ou encontrastes meio seio nú

exposto - assim tão fácil - em toda paisagem?


****


Cabe uma imagem? La belle Arletty. A amante do incrível les enfants du paradis. Musa do Je suis comme je suis do Prévert. Em breve posto esse poema por aqui.

















2 bocejos:

Felipe disse...

Bom Dia!!!!

Tiago Votta disse...

acordaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa