Ainda fugindo da minha persona como poeta, investigo outros estilos. Uma anti-auto-ajuda. Por isso...quem roubou meu (queijo, guaradanapo, taco de sinuca, gato) ... analogia fraca, mas intencional!
Partes de um não corpo
Uma mão que não é minha.
Um pé que anda sem minha perna.
Um coração que não mais bate.
Um outro corpo sobre o meu.
Uma imagem que não reflete.
Um dedo que não aponta.
Um olho que não vigia.
O outro que não espia.
Uma boca que não murmura.
Umbigo que não respira.
Um pulmão que não infla.
Uma orelha que não escuta.
Mas a voz, essa voz, ainda pálida, deixou de ser muda.
terça-feira, 8 de abril de 2008
quem roubou meu fígado?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Fingimentos
Como dizia Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor. Aqui fica uma tentativa de fingimento como homem colonialista. 
Ainda sabes do teu rumo?
Bota teu coração em caixa
Vem que eu o pego e aprumo
Vendestes a alma gaja?
Ou perdestes a língua?
Tira teu seio da faixa,
Vem que te beijo à finda
Morrestes de dor, gaja?
Ou partistes em doença?
Não vem que não te quero mais.
Marcada por essas balas, por outros violada
Andas agora coxa.
Prefiro restar-me apenas com a tua imagem em crença
quarta-feira, 5 de março de 2008
Mais palavras...

Sérgio Faraco
terça-feira, 4 de março de 2008
páginas, páginas

Ontem, como presente de aniversário , ganhei o livro do escritor africano Ruy Duarte de Carvalho. Me apaixonei. No início ainda, mas, em breve, hei de relatar novas passagens. Abaixo, um "verbete" de "Actas da Maianga ...dizer das guerras, em angola..."
"Dizer ou não
...A questão do inglório destino de certos livros que jamais chegarão a sê-lo porque o título, pensado à exaustão, acaba por condensar e cristalizar, na feição de um sucinto tracto escrito, tudo quanto haveria para dizer...Só que neste caso não se trataria apenas disso..."
sonolenta, disse Julia Dietrich 0 bocejos
Marcadores: de outros, literatura
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
imagens, imagens

Borrão
Vênus,
