Hoje: fragmentos do discurso amoroso...Barthes.

“Escrever por fragmentos: os fragmentos são então pedras sobre o contorno do círculo: espalho-me à roda: todo o meu pequeno universo em migalhas; no centro, o quê?”
...sinto uma "numbness" que quer me perturbar...
Hoje: fragmentos do discurso amoroso...Barthes.

“Escrever por fragmentos: os fragmentos são então pedras sobre o contorno do círculo: espalho-me à roda: todo o meu pequeno universo em migalhas; no centro, o quê?”
Depois de algum tempo sem mímese mais deslavada, algo meu. Ainda no clima do pecado original.

Hoje, pela manhã, li uma matéria na Folha de São Paulo que apresentava uma espécie de palestra concurso organizada por bookers e agências em Novo Hamburgo na tentativa de descobrir mais uma top nº 1...uma Gisele, ou quelque chose comme ça...
Bueno! O dito evento reuniu um número enorme de garotas (crianças, adolescentes e jovens adultas) que pagavam quase R$900 para uma possibilidade de se entregar aos flashes e às passarelas da convidadtiva (e lucrativa) indústria fashion.
Não faço juízo, nem condeno. Porém, a questão da beleza e da "PROFISSÃO MODELO" (Vale um Blow up da vida? sem trocadilhos....falo do filme mesmo) é realmente intrigante. Especialmente no Brèsil-de-todos-os-dias...
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Pensando em beleza, juventude, eternidade, maquiagem, pó-de-arroz e balanças, pensei em um texto da Margaret Atwood...acho que cabe colocá-lo por aqui.
Chega de retratos
Chega de retratos. Já existem em número suficiente. Chega de sombras de mim mesma impressas pela luz em pedaços de papel, em quadrados de plástico. Chega de olhos, bocas, narizes, humores, ângulos ruins. Chega de bocejos, dentes e rugas. Eu sofro com minha própria multiplicidade. Duas ou três imagens seriam suficientes, ou quatro ou cinco. Isso teria permitido uma idéia firme. Esta é ela. Desse jeito, sou aquosa, ondulo, a todo momento me dissolvo em meus outros eus. Vire a página: você ao olhar, fica de novo confuso. Você me conhece bem demais para me conhecer. Bem demais não: demais.
(Do interessante -conjunto de ensaios - livro "A tenda")
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A imagem do escritor é realmente fascinante. Obviamente, ela permanece. De canto, muitas vezes. Acoplada na 'orelha' do livro....aquela fotinho do escritor...com rugas, óculos e um péssimo corte de cabelo.
Aos náufragos como eu (em assuntos tão midiáticos) fica aí o recado da Maggie. Oferecido atado ao discurso da beleza, da juventude, do escrever itself e porque não para alguém. Ele, sempre ele. Aquele ainda inominável em toda minha solidão.
É. Mais uma manhã. Um outro dia que recomeça e eu, continuo a peregrinação rumo ao usual. Saco. Finjo e esboço sorrisos que já viraram automáticos e nem são propriamente fingimento. Sorrio pela falta de opção ou de um lenço grande o suficiente pra durar um dia inteiro e que não deixe o nariz vermelho. Hoje...de manhã...nesta manhã...deixo Marçal Aquino...só um pedacinho....de "A missão". Sugestivo?!
"Você vai acabar se machucando de verdade", a mulher disse.E apontou a pilha de livros sobre o criado-mudo. Livros baratos, de papel ordinário.“Seria melhor você parar de ler essas, porcarias, estão piorando a sua cabeça.”
Acordo certos dias com a certeza da não-finitude. Obviamente, com todo ímpeto de pessoa ultra-quero-enganar-a-mim-memso-sou-cética-!!! refuto a premissa da suposta eternidade e caio no cotidiano enfadonho, esperando o bordão "from ashes to ashes; from dust to dust (ou algo do tipo)".
Bom, hoje, naturalmente, acordei completamente cotidiana. Ressaca pós-tentativa "Pascoal/ Pasqual" de domingo de esquecer qualquer celebração mística ou frase de "ah, pelo menos nos encontraremos na outra vida" regada a vinho tinto. Volto a mim. Volto ao trabalho e volto a "futucar" a internet - como toda suposta "jornalista" (e atenção às """"" de jornalista) e descubro algo perfeito para ilustrar meu bom humor cotidiano. Realmente. De vez em quando, o X passa a valer a pena.
“Para entender a los extraterrestres.
Estudio etnológico de una creencia contemporánea. Wiktor Stoczkowski.
Tradução de Francisco S. García-Quiñonero Fernández. Acento Editorial. Madri, 2001.
(...) Com este título se apresenta a edição espanhola da obra "Des hommes, des dieux et des extraterrestres" do etnólogo Wiktor Stoczkowski. Sua intenção declarada é submeter a estudo desde a perspectiva etnológica uma crença contemporânea, a teoria de que a civilização humana surgiu como conseqüência do trabalho colonizador de visitantes extraterrestres.”
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Lembro do Guardador de Rebanhos, voltando a F.P.